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Castelo da Vila
Alcoutim
Coordenadas GPS:
37°28'15.0"N | 7°28'18.7"W
O Castelo de Alcoutim ergue-se sobre o Guadiana desde o reinado de D. Dinis, no século XIV, guardando a fronteira e vigiando as rotas comerciais que atravessavam o rio. Ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII, o castelo foi sendo aperfeiçoado, com a abertura de uma segunda porta ogival e a construção de novos espaços junto à muralha norte, refletindo a constante adaptação às necessidades defensivas da época.
No século XIX, o recinto acolheu o açougue da vila, testemunhando a integração do castelo na vida quotidiana de Alcoutim. Já no século XX, uma intervenção da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais devolveu-lhe a dignidade arquitetónica, através da recuperação das muralhas e da requalificação da sua envolvente.
Entre 1992 e 1993, a Câmara Municipal promoveu uma profunda intervenção de valorização, que revelou importantes vestígios arqueológicos. Hoje, esses achados podem ser explorados nas duas exposições permanentes do núcleo museológico instalado no interior do castelo: O Património Arqueológico de Alcoutim, que percorre mais de 5.000 anos de história humana, e Jogos Intemporais, uma coleção única de tabuleiros e pedras de jogo encontrados no Castelo Velho.
Castelo Velho
Alcoutim
Coordenadas GPS:
37°28'51.1"N | 7°28'19.9" W
O Castelo “Velho” de Alcoutim é um dos testemunhos mais fascinantes do passado islâmico do Algarve. Construído entre os séculos VIII e IX e abandonado no século XI/XII, ergue-se no cerro de Santa Bárbara, a cerca de 1,5 km da vila, dominando a paisagem do Guadiana a partir de um dos seus pontos mais altos.
Mais do que um simples posto militar, este castelo assumia a forma de um pequeno palácio fortificado rural — um alcácer habitado por uma família muçulmana, possivelmente da tribo berbere dos Kutama.
Daqui controlava-se o comércio que subia e descia o Guadiana e administrava-se a exploração dos recursos da região, incluindo importantes áreas mineiras.
Passear por este espaço é sentir a força de um território de fronteira, marcado por séculos de intercâmbios culturais. Desde 2016, o Castelo “Velho” integra a prestigiada rota cultural Umayyad Route, que liga sete países do Mediterrâneo na descoberta do legado da dinastia omíada — um convite a percorrer, em Alcoutim, um fragmento único desta vasta herança histórica.
Castelo de S. Marcos
Sanlúcar de Guadiana
Coordenadas GPS:
37°28'32.9"N 7°27'48.3"W
Situado na margem espanhola do riu Guadiana, o Castelo de S. Marcos, ergue-se imponente sobre um promontório nas margens do Guadiana, em diálogo direto com o Castelo de Alcoutim, criando uma das paisagens fronteiriças mais marcantes
do rio. A sua configuração atual nasce no início do século XIV e revela séculos de história militar, visíveis nas três grandes fases que a moldaram — do antigo Castelo Viejo às sucessivas transformações sofridas durante a Guerra Hispano-Portuguesa
e a Guerra da Sucessão.
Ao longo do século XVII, a fortaleza ganha novos e robustos elementos defensivos, como o Revellín Norte, o Revellín Ocidental, o Baluarte Encastrado e o extenso Espaldón que protegia todo o conjunto. No século XVIII surgem o Quarto de
Artilheiros e o Quartel da Tropa, testemunhos de um período em que a fronteira era palco de vigilância constante. Mais tarde, a muralha sul é profundamente remodelada, reforçando a silhueta que hoje domina a vila.
Restaurada em 2014, a Fortaleza de São Marcos convida o visitante a viajar no tempo, apreciar a arquitetura militar e a desfrutar de uma vista inesquecível sobre Alcoutim e o Guadiana, num diálogo visual perfeito entre duas
margens que durante séculos foram rivais e hoje se completam.