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Castelo da Vila

- Alcoutim -

Castelo da Vila

A construção do Castelo de Alcoutim iniciou-se no reinado de D. Dinis, no século XIV, para defender a fronteira e controlar o comércio no rio Guadiana. A sua função militar manteve-se até 1878, momento em que o recinto amuralhado passa a funcionar como "açougue", ainda sob a alçada do ministério de guerra.

 

A estrutura militar edificada na Baixa Idade Média insere-se na lógica dos castelos tardo-medievais portugueses, tendo como principal função a de assegurar para este espaço fronteiriço do Baixo Guadiana a integridade territorial do pequeno reino português face, antes de mais, ao seu inimigo tradicional - o poderoso reino de Castela.

 

É sem dúvida nesta intencionalidade de criação de "linhas de detenção", ou pelo menos de vigia, que a fortaleza de forma poligonal se terá erigido nos primórdios do século XIV, tendo como principal função um controlo ou interdição de um itinerário de penetração no interior do reino, uma espécie de ferrolho, precavendo possivelmente erros do passado, tal como tinha acontecido, em 1252, com Afonso X de Castela.

 

Apesar de contemporâneo dos castelos góticos, onde a defesa passa a ter um caráter ativo, através dos melhoramentos introduzidos nos diversos mecanismos, o castelo de Alcoutim apresenta uma debilidade técnica considerável face à inexistência de torre de menagem e de salientes no circuito da muralha, limitando a sua capacidade ofensiva ao tiro frontal de arcos e bestas através das suas ameias, algumas das quais já dotadas de seteiras.

 

Considerando o palco do tratado de paz, ocorrido em março de 1371, aquando do conflito que opôs D. Fernando I a D. Henrique de Castela, vem a sofrer múltiplos danos com a continuidade destes diversos conflitos que opuseram Portugal e Castela, quer no último quartel de trezentos, época em que existem vários documentos que invocam a necessidade de reparações, quer no início do último quartel de quatrocentos, onde estão documentados os vários danos causados nesta estrutura defensiva.

O Castelo situa-se na Vila de Alcoutim, que foi reconquistada aos muçulmanos por volta de 1240, durante o reinado de D. Sancho II. No entanto, foi D. Dinis que mandou repovoar a vila e lhe concedeu carta de foral a 9 de janeiro de 1304.

 

Esta praça militar, assim ocupada a partir da baixa idade média (século XI), dependia da Ordem de S. Tiago. Tornou-se um ponto estratégico na defesa da fronteira com Castela, sendo aqui celebrado, a 31 de março de 1371, o Tratado de Paz de Alcoutim, entre D. Fernando de Portugal e D. Henrique de Castela.

 

No século XVI foi aberta a porta ogival do lado do rio e construídos diversos edifícios adoçados à muralha Norte. Na segunda metade do século XVII e século XVIII, os engenheiros militares construíram neste castelo uma plataforma para albergar uma bateria para sete canhões apontados para a povoação de Sanlúcar de Guadiana (Guerras da Restauração). Teve ainda um papel ativo nas lutas liberais do século XIX.

 

A partir de 1878, o recinto amuralhado funcionou, durante décadas, como açougue, palavra de origem árabe para designar mercado de carnes.

 

 No ano de 1960, o monumento foi alvo de intervenção de consolidação e restauro por parte da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). A partir de 1992, a Câmara Municipal procedeu a um projeto de revitalização do castelo, o que resultou na sua classificação como Imóvel de Interesse Público por Decreto de 30 de Novembro de 1993, e nas primeiras sondagens arqueológicas no interior do recinto, com a construção do Núcleo Museológico de Arqueologia. Alberga também a exposição de tabuleiros de jogos islâmicos "Jogos Intemporais".

 

OUTRAS INFORMAÇÕES

 

Consulte no mapa a localização do Castelo da Vila 

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